Khác Amor Oculto

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Amor Oculto
Tác giả: amordaray
Thể loại: Lãng mạn
Trạng thái: Đang cập nhật


Giới thiệu truyện:

Um romance entre uma cavalheira e uma princesa.



romance​
 
Amor Oculto
23 de outubro de 1750,


Quando tinha apenas dez anos, a jovem Elizabeth Lion perdeu seus pais para a tuberculose, uma tragédia que marcou profundamente sua trajetória e redefiniu o destino de sua família.

Seu irmão mais velho, Alistair Lion, então com vinte anos, tornou-se o herdeiro das terras, das responsabilidades políticas e do nobre título de Duque de Lionesse.

Elizabeth, ainda uma menina, cresceu entre salões silenciosos e corredores de luto, observando o peso esmagador que recaía sobre os ombros do irmão, que tentava, ao mesmo tempo, proteger a irmã e sustentar um ducado inteiro.

Enquanto todos esperavam que Elizabeth seguisse o caminho tradicional reservado às jovens da nobreza - tornar-se uma dama exemplar, aprender etiqueta, bordado, dança e política silenciosa - ela nutria ambições completamente diferentes.

Seu coração batia forte pelos relatos heroicos dos cavaleiros, pelas histórias de honra, coragem e sacrifício, e pelas batalhas que moldavam o futuro do reino.

Desde criança, ela se esgueirava para os estábulos e para o pátio de treino, fascinada por armas, armaduras e montarias.

Não desejava ser apenas uma nobre... desejava entrar para a história como cavalheira real.

Mas a Alta Sociedade não perdoa ousadias.

Uma mulher na ordem dos cavaleiros já seria motivo de escândalo; uma mulher da linhagem Lion - irmã de um duque influente - seria considerada afronta direta às tradições mais antigas do reino.

Os conselheiros de Alistair, aliados políticos e matriarcas influentes insistiram que ele controlasse a irmã, temendo que sua obstinação manchasse o prestígio da família.

A cada tentativa de Elizabeth de se aproximar dos treinamentos, surgiam olhares reprovadores, sussurros ácidos e até insultos escondidos sob falsas gentilezas.

Ao completar dezoito anos, porém, Elizabeth tomou a decisão que mudaria tudo: apresentou um pedido formal de ingresso na Ordem Real dos Escudos de Asterion, a elite responsável pela defesa do rei e do coração político do reino.

Sua solicitação chocou a corte.

Muitos riram.

Outros se sentiram ofendidos.

E alguns tentaram impedir o processo ainda nos bastidores.

Alistair, atormentado pela preocupação, pediu que ela reconsiderasse.

Advertiu-a sobre a crueldade dos nobres, sobre as consequências políticas e sobre a possibilidade real de que ela fosse humilhada publicamente.

Mas Elizabeth Lion nunca recuou diante de um obstáculo.

Mesmo com toda a pressão, o rei - conhecido por sua postura pragmática e sua apreço por feitos, não por tradições - permitiu que Elizabeth passasse pelas provas.

O que ninguém esperava era que ela se destacasse de forma tão brilhante.

Sua disciplina era quase obsessiva; sua postura, impecável; seu raciocínio tático, afiado; e sua técnica com a espada rivalizava com a de veteranos.

Aos poucos, os risos abafados desapareceram, substituídos pela apreensão de quem percebia que a jovem estava prestes a quebrar séculos de tradição com pura competência.

Agora, anos depois, Elizabeth Lion finalmente conquistou o tão sonhado título de cavalheira real.

A armadura que veste representa mais do que sua posição: representa o início de uma mudança na história do reino.

Mesmo assim, sua nomeação continua sendo tema de conversas sussurradas em jantares aristocráticos.

Muitos querem vê-la falhar, outros temem o que sua presença representa.

Para alguns poucos, ela é símbolo de coragem e mudança.

Mas Elizabeth aprendeu a caminhar sob todos esses olhares - de admiração ou desprezo - com a cabeça erguida.

Na manhã seguinte, ela receberá sua primeira ordem diretamente do rei.

Às vésperas desse momento decisivo, seu coração pulsa entre ansiedade e determinação.

O que ela enfrentará não será apenas mais um passo em sua carreira; será a missão que definirá seu futuro como cavaleira e como mulher que ousou desafiar a nobreza inteira.

Rumores correm entre os guardas e servos do castelo, sugerindo que o reino vive dias turbulentos.

Há relatos de rebeldes surgindo nas fronteiras, ataques misteriosos a postos isolados e desaparecimentos em vilas afastadas.

Sussurra-se que forças antigas, há muito adormecidas - talvez até frutos da magia, tão temida quanto proibida - estão retornando.

Alguns acreditam que uma conspiração se forma dentro da própria corte.

Elizabeth sabe pouco sobre o que irá enfrentar, mas pressente que sua primeira missão não será trivial.

O rei tem agido com discrição, consultando apenas seus conselheiros mais leais e mantendo encontros privados tarde da noite.

A guarda real está em alerta elevado, mas muitos não compreendem o motivo.

Elizabeth suspeita que será designada para proteger alguém de enorme importância política - ou talvez para investigar acontecimentos que não podem chegar ao conhecimento público para não gerar pânico.

Seja o que for, ela está pronta.

Treinou a vida inteira para isso.

Porém, a maior batalha de Elizabeth não está apenas lá fora: está dentro dela.

A perda dos pais, a pressão do ducado, o olhar frustrado e preocupado de Alistair - tudo isso a assombra.

Seu irmão, embora orgulhoso de sua coragem, ainda teme pelo seu futuro.

Ele sabe que o mundo é cruel com mulheres que quebram padrões, e mais cruel ainda com as que ousam vencer.

A relação entre os dois permanece forte, mas constantemente tensionada entre amor, proteção e expectativas conflitantes.

Elizabeth, entretanto, carrega consigo algo que ninguém mais vê: a certeza de que nasceu para isso.

Não luta por glória, nem por rebeldia - mas por justiça, honra e pela esperança de tornar o reino um lugar mais digno.

Seu sonho de infância finalmente se tornou realidade, mas o preço de seu caminho está apenas começando a ser cobrado.

Na próxima manhã, quando cruzar as portas douradas do Salão de Mármore e se ajoelhar diante de Sua Majestade, Elizabeth Lion não será apenas a primeira mulher da história a integrar a elite de proteção real.

Será um símbolo vivo de coragem em tempos obscuros.

E enquanto o destino do reino se desdobra diante dela, uma coisa é certa:

A primeira missão de Elizabeth Lion não só mudará sua vida - como poderá determinar o futuro de todos.
 
Amor Oculto
24 de outubro de 1750,


Acordei antes do primeiro toque dos sinos - um reflexo que eu nunca perdi desde o treinamento.

O castelo ainda dormia.

O silêncio era tão profundo que eu podia ouvir a respiração tranquila da princesa atrás de mim.

A noite tinha sido calma, mas meus pensamentos não.

Eu não deveria ter ficado tão consciente da presença dela.

Não deveria ter ouvido cada vez que ela mudava de posição na cama... ou ter sentido um estranho alívio cada vez que seus movimentos voltavam ao ritmo sereno.

Eu era sua protetora, nada mais.

Mas, quando os primeiros raios de sol atravessaram as cortinas e tocaram o chão frio, percebi algo que não estava ali na noite anterior.

Pegadas.

No carpete.

Direcionadas até a porta... e depois de volta para dentro.

Levantei-me imediatamente, em alerta.

Não eram minhas - eu dormira sentada, sem mexer do lugar.

Também não eram de Diana.

Alguém havia entrado.

E ficado parado no centro do quarto por tempo suficiente para marcar o tapete.

Meu sangue gelou.

A porta estava trancada quando acordei.

Trancada por dentro.

Como...?

Antes que eu pudesse examinar mais, a princesa despertou.

Diana abriu os olhos lentamente, como alguém que já sabe que algo está errado.

- Elizabeth?

- murmurou ela, sentando-se na cama, os cabelos soltos em ondas suaves pelos ombros.

- Aconteceu alguma coisa?

Apontei para o carpete.

Ela seguiu meu olhar - e empalideceu.

- Essas não são... suas, são?

- Não.

- Também não são minhas.

Nós duas permanecemos em silêncio por um momento, o suficiente para sentir o peso da realidade se instalar.

Alguém havia entrado no quarto da princesa durante a noite.

Sem forçar a porta.

Sem fazer barulho.

Sem acordar nenhuma das duas.

Diana levantou-se, puxando o robe com movimento rápido.

Pela primeira vez desde que a conheci, ela parecia realmente assustada.

- Preciso falar com meu pai imediatamente - disse ela.

- Isso não pode ser ignorado.

- Concordo.

Mas antes, preciso verificar se algo foi deixado para trás.

- Minha mão já estava na espada.

- Permita-me analisar o quarto.

Ela assentiu, e eu comecei a procurar sinais.

Era estranho: não havia nada mexido, nada quebrado, nada faltando.

Mas algo estava errado.

Muito errado.

Quando passei a mão pela mesa onde Diana tomara chá, senti um cheiro fraco... quase imperceptível.

Um perfume doce, floral, mas com um toque metálico no fundo.

Algo que não pertencia àquele quarto.

- Você conhece esse cheiro?

- perguntei.

Diana se aproximou.

Por instinto, coloquei-me entre ela e a mesa - e ela sorriu, apesar da tensão.

- Não - respondeu, inclinando-se para cheirar mais de perto.

- Mas não é daqui.

Nenhum perfume meu tem esse tom... estranho.

Ela colocou a mão sobre meu ombro, talvez para se apoiar - talvez não.

O toque foi leve, mas suficiente para ativar cada fibra do meu corpo.

- Elizabeth...

- ela sussurrou - o que quer que tenha entrado aqui... não veio para me machucar.

- E o que te faz pensar isso?

- Porque, se quisesse, poderia ter feito enquanto dormíamos.

Engoli seco.

Dormíamos?

Eu não estava dormindo com ela.

Mas o jeito como ela disse soou... diferente.

Antes que eu pudesse responder, alguém bateu na porta com força.

- Princesa Diana!

- A voz era urgente.

- O Rei convoca sua presença no salão de guerra imediatamente.

Algo aconteceu na madrugada.

O coração de Diana disparou.

- O que houve?

- ela perguntou, aproximando-se da porta.

- Uma carta foi deixada nos portões - respondeu a voz, abafada pela madeira.

- Endereçada à Alteza Real... e à sua protetora.

Olhei para Diana.

Diana olhou para mim.

- À... minha protetora?

- ela repetiu, num sussurro quase incrédulo.

- Sim, Alteza.

O conteúdo é... preocupante.

O Rei pediu que ambas venham imediatamente.

Diana respirou fundo, tentando manter a compostura.

- Estamos descendo - ela respondeu.

Quando o guarda se afastou, ela se virou para mim.

Os olhos dela estavam diferentes - mais escuros, mais atentos, quase... confiando em mim de um jeito que eu não esperava tão cedo.

- Elizabeth...

- ela disse - alguém sabe sobre você.

Sobre nós duas.

Sobre a sua nomeação.

E sobre a última noite.

Meu estômago se revirou.

Era apenas o início do livro, mas eu já tinha certeza de uma coisa:

Aquilo não fora um erro.

Nem coincidência.

Era um aviso.

E, quando Diana estendeu a mão para mim - sem hesitar, sem medo - eu a segurei.

Não porque fosse meu dever.

Não porque o rei ordenara.

Mas porque algo dentro de mim dizia que, a partir daquele momento, nossos destinos estavam oficialmente entrelaçados.

E que, por mais que eu tentasse...

Eu jamais conseguiria ficar longe dela.
 
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